Oscar Niemeyer: O homem que pensou Brasília

Oscar Niemeyer: O homem que pensou Brasília

Oscar Niemeyer: O homem que pensou Brasília

Um dos expoentes da arquitetura no mundo, Oscar Niemeyer enxergou as curvas e retas Brasília muito antes da concretude de suas formas.

Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho nasceu em 15 de dezembro de 1907 no Rio de Janeiro. Estudou no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria.

Em 1928, com 21 anos, casou-se com Annita Baldo e com ela teve uma filha. No ano seguinte, iniciou seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro (atual UFRJ).

Concluiu o curso de Arquitetura em 1934 e logo foi trabalhar com um dos mais renomados arquitetos brasileiros: Lúcio Costa (1902-1998).

Ali conhece o arquiteto e urbanista suíço Le Corbusier (1887-1965). Em 1968 foi convidado por Lúcio Costa para participar de Feira Mundial de Nova York, nos Estados Unidos.

Em 1945 Oscar se integra ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Após dois anos, retorna à Nova York uma vez que foi indicado para participar do desenvolvimento do projeto da sede da ONU.

Em 1949 Oscar foi agraciado com o título de “Membro Honorário da Academia Americana de Artes e Ciências”.

Em 1954 viajou para a Europa com o intuito de participar de um projeto de reconstrução da cidade de Berlim, na Alemanha.

No mesmo ano, trabalhou na Venezuela no projeto do Museu de Arte Moderna de Caracas. Além disso, ele ficou encarregado do projeto arquitetônico do Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Um de seus projetos mais conhecidos no parque é o Auditório Ibirapuera, concebido pelo arquiteto em 1950 e inaugurado em 2005. O equipamento cultural possui 7 mil m2 de área construída e 4.870 m2 de área projetada.

Curioso notar que até 2014 era chamado somente de Auditório Ibirapuera. No entanto, para homenagear o arquiteto, o prefeito da cidade, Fernando Haddad, sancionou a Lei n.° 16.046, alterando o nome da construção para: Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer.

No Rio de Janeiro, Oscar fundou a Revista Módulo em 1955, que anos mais tarde foi banida pelo governo militar.

No final dos anos 50, Niemeyer foi convidado pelo presidente Juscelino Kubitschek a participar da construção da capital do Brasil: Brasília.

Por conta disso, ele foi nomeado Diretor do Departamento de Urbanismo e Arquitetura da Novacap. Após a construção de Brasília em 1960, trabalhou como coordenador da Escola de Arquitetura da Universidade de Brasília (UNB) de 1962 a 1965.

Em 1963 foi agraciado pelo “Prêmio Lênin da Paz”, na URSS. No mesmo ano, foi nomeado membro honorário do American Institute of Architects (Instituto Americano de Arquitetos) nos Estados Unidos.

Após o golpe militar de 1964, viajou para Paris com o intuito de participar da exposição intitulada “Oscar Niemeyer, l’architecte de Brasília”, no Louvre.

Na capital francesa ele abriu um escritório nos Champs Elysées em 1972 e ali trabalhou cerca de 20 anos. Durante esse tempo, fez projetos e exposições na França, Itália, Argélia, etc.

Em 1988 recebeu o “Prêmio Pritzker de Arquitetura”, em Chicago, nos Estados Unidos. No ano seguinte recebeu o “Prêmio Príncipe de Astúrias”, na categoria Artes, da Fundação Principado de Astúrias, Espanha.

Nesse mesmo ano, Oscar foi nomeado membro honorário do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos, na Inglaterra.

Em 1996 recebeu o “Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza”, por ocasião da VI Mostra Internacional de Arquitetura.

Em 2001, Niemeyer foi agraciado com o título de Arquiteto do Século XX, do Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil.

Em 2004, sua mulher Annita Baldo faleceu. Em 2005 recebeu o título de “Patrono da Arquitetura Brasileira”, concedido pela Câmara dos Deputados de Brasília.

No ano seguinte, com 98 anos casa-se novamente com Vera Lúcia G. Niemeyer. Em 2012, falece sua única filha: Anna Maria Niemeyer. No mesmo ano, Oscar Niemeyer morreu em 5 de dezembro de 2012, com 104 anos.

Declaradamente comunista, Niemeyer esteve ao lado de gigantes do século XX: foi amigo de Fidel Castro, Pablo Neruda, Luiz Carlos Prestes, Jorge Amado, Jean-Paul Sartre e José Saramago. Apoiou todas as lutas dos trabalhadores em seu tempo, militante sempre solidário, altivo e disposto a lutar pelo socialismo.

Sua luta, sua história, seu compromisso com o marxismo e o socialismo, assim como a sua arte e ciência marcaram indelevelmente a memória do tempo presente.

Em 1991, durante o IX congresso do Partido Comunista Brasileiro (PCB), na UERJ, Niemeyer disse: “Enquanto houver miséria e opressão, ser comunista é a nossa decisão”.

Fonte: Toda Matéria


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