A mídia vai esperar 50 anos para admitir o golpe?

A mídia vai esperar 50 anos para admitir o golpe?

A mídia vai esperar 50 anos para admitir o golpe?

Enquanto aborda os casos de corrupção, a grande mídia disfarça-se de dona da verdade, acima do bem e do mal. Suja, mas soberba.

A mídia brasileira é por essência parcial, partidária, tendenciosa. Mas ela é, sobretudo o princípio e o fim da manipulação da opinião pública, da subversão dos fatos, da construção inequívoca de realidades.

A mídia brasileira ensinou, nos primórdios da Lava Jato, que a culpa de toda a corrupção na Petrobras era do Partido dos Trabalhadores. Como se todos os malfeitos não atingissem os outros partidos; como se os tesoureiros de outras campanhas estivessem isentos da corrupção que oxidou o sistema político.

Fosse obediente à sacrossanta verdade dos fatos (expressão do jornalista Mino Carta), a mídia teria lançado novos olhares sobre a Lava Jato em vez de ensinar aos seus sequazes que fora do PT não havia corrupção e somente um novo governo poderia salvar o país.

Foi a mídia que – aproveitando-se do descontentamento do brasileiro com a política econômica e o aumento do desemprego – atiçou um exército de ensandecidos, revoltados por causas reacionárias, anticomunistas de guerra, escondidos sob a socapa do “nós só queremos o melhor para o Brasil”. Fascistas!

A mídia não poupou esforços para mostrar apenas um lado da história: o de que Dilma Rousseff teria cometido crime de responsabilidade e, por isso, precisava ser demovida por poder. A mesma mídia fechou os olhos, dois dias depois do impeachment de Dilma, para o fato de o Senado transformar ‘pedaladas fiscais’ em lei.

A mídia foi complacente com o governo de notáveis que se notabilizou pela corrupção dos seus ministros, com um presidente envolvido até o último fio de cabelo branco nos esquemas de corrupção. Falou-se muito em liberdade de imprensa e tudo o que a imprensa fez foi libertar um sentimento de ódio, polarização.

A corrupção existe. O sistema é carcomido. Os partidos políticos se corromperam. O Congresso Nacional não é, neste momento, exemplo de idoneidade para a nação. E somente a mídia se salvaria neste turbilhão de malfeitos?

Não. Ela tem muita culpa. E os seus profissionais, que babavam de ódio ao falar do PT e hoje se debruçam às gargalhadas com Temer, são exemplos inacabados de um jornalismo de ocasião, parcial. Retiraram a palavra crise do glossário, criaram uma atmosfera de crescimento da economia e prometem que Temer vai salvar o país quando vemos acontecer o contrário.

Os “especialistas” em economia esbanjam gráficos, prometem um céu de brigadeiro e a tão alardeada retomada da economia. Isso tudo é apenas retorno para o dinheiro investido em propagandas e apoio na grande mídia.

A mídia está no centro desta patranha.

É suja, mas soberba!

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