Aécio Neves: um jagunço engravatado

Aécio Neves: um jagunço engravatado

Aécio Neves: um jagunço engravatado – Foto: Dida Sampaio/ Estadão

“Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação”. E por pouco o Brasil não foi parar nas mãos de um jagunço.

Por muito pouco o Brasil não foi governado por Aécio Neves, um político jovem que conserva as práticas mais antigas da política: a força e o poder de coagir.

Aécio seria capaz de matar para sobreviver como político.

Em nome da manutenção de poder – logo ele que levantou o dedo em riste contra o PT, a quem chamou de organização criminosa – o senador seria capaz das mais cruéis atrocidades.

E por muito pouco o Brasil não caiu nas mãos deste jagunço engravatado.

Não é possível, portanto, esquecer-se das figuras públicas que depositaram em Aécio “a esperança de mudança”.

Daquelas camisas que estamparam “Eu não tenho culpa, votei no Aécio”.

Da intimidade entre Aécio e Sérgio Moro na “premiação” da IstoÉ.

Dos escudos que somente a mídia levantou para proteger um sujeito envolvido até o pescoço na corrupção.

Não fossem os irmãos Batista, donos da JBS, Aécio estaria hoje comemorando “a boa fase da economia”. Economia que se desfez como castelo de cartas ao vendaval do escândalo.

 O bom é que a verdade veio de uma só vez. Para desmascarar o golpe e provar que os blogs progressistas não estavam tão errados em querer investigar o jagunço de Minas Gerais.

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