Perdeu, Aécio!

Perdeu, Aécio!

Perdeu, Aécio! – Foto: Andressa Anholete/AFP/Getty Images

O capitão do golpe caiu. Aécio Neves sucumbiu no lamaçal da corrupção que outrora vinculou ao Partido dos Trabalhadores e aos governos petistas.

Como péssimo adversário político, Aécio Neves foi às últimas circunstâncias para sufocar o amargor da derrota nas urnas em 2014. Com isso, acabou colocando em evidência os seus próprios malfeitos, não sem antes apontar – como palmatória do mundo – o que considerava errado na política brasileira.

Apontou diversas vezes o dedo em riste para os adversários, vociferando feito um cão raivoso, como se vivesse no éter da moral.

As delações da Odebrecht colocam a República no chão.

Sucumbem os políticos que nos últimos tempos se acostumaram a erguer bandeiras para aparecer bem na foto, para compor um discurso de apoio à República de Curitiba; muitos destes políticos comemoraram o espetáculo da destruição da política sem saber que mais tarde estariam no centro do picadeiro.

A sanha antipetista levou à destruição de todo o sistema, que é corrupto. Quantas vezes dissemos aqui que a corrupção é sistêmica? Quantas vezes dissemos que a origem da corrupção não era o PT e demovê-lo do poder não salvaria o país? Quantas vezes avisamos sobre a desfaçatez de políticos que foram às manifestações anticorrupção, mesmo envolvidos em investigações?

Aproveitando-se deste discurso de ódio contra o PT, Aécio imaginou que aumentaria o seu capital político. Em suas conjecturas, não precisaria esperar 2018 para assumir o poder. Delirou ao pensar na possibilidade de destruir os adversários e assumir o Planalto.

Aécio foi conduzido com a sua intransigência à vala dos maus perdedores, dos falsos moralistas, dos paladinos da ética caolha.

Todo castigo é pouco.

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