Odebrecht: Houve caixa 2 na campanha de ACM Neto em 2012

Odebrecht: Houve caixa dois na campanha de ACM Neto

Odebrecht: Houve caixa 2 na campanha de ACM Neto em 2012

Os ex-executivos da Odebrecht também indicaram a existência de irregularidades na licitação das obras de reforma da Barra.

Saiu no Uol:


Odebrecht delata caixa 2 na campanha e irregularidades em obra de ACM Neto

Delatores da Odebrecht afirmaram que houve pagamentos ao caixa 2 à campanha de ACM Neto (DEM-BA) à prefeitura de Salvador no ano de 2012. Os ex-executivos do grupo baiano indicaram ainda a existência de irregularidades na licitação das obras de reforma da Barra, uma das vitrines da gestão do prefeito da capital baiana.

Em nota enviada à imprensa, ACM Neto disse estar “tranquilo” e que aguarda ter acesso ao conteúdo das delações (leia a nota mais abaixo).

O ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), enviou os pedidos de inquéritos dos dois casos ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) e à Justiça Federal na Bahia.

Caberá ao TRF-1 decidir se vai abrir inquérito sobre os fatos narrados pelos delatores André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior a respeito do suposto caixa 2 na campanha de ACM Neto.

O despacho de Fachin afirma: “segundo o Ministério Público, narram os colaboradores a ocorrência, no contexto das eleições do ano de 2012, de repasses por meio de vantagens a pretexto de contribuição eleitoral não contabilizada, destinadas a Antônio Carlos Magalhães Neto, então candidato a prefeito do município de Salvador/ BA.”

Em 2012, a campanha de ACM Neto recebeu mais de R$ 21,9 milhões em 147 doações eleitorais. Na prestação de contas de campanha ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nenhuma delas foi da Odebrecht. Ele foi reeleito prefeito de Salvador em 2016.

Obra de R$ 58 milhões

O delator André Vital Pessoal de Melo também afirmou que houve irregularidades no processo licitatório da reforma da orla da Barra, bairro nobre de Salvador, onde se localizam dois pontos turísticos famosos da capital baiana: o farol e a praia do Porto. Caberá à Justiça Federal na Bahia decidir se haverá abertura de inquérito sobre o caso.

De acordo com o despacho de Fachin, o delator “relata a ocorrência de irregularidades durante o processo licitatório associado às obras de requalificação da orla da Barra em Salvador/BA, executadas no ano de 2013. “

Inaugurada em setembro de 2014, a reforma custou um total de R$ 58 milhões e previa a transformação de um trecho da orla em calçadão, com restrição de veículos. Posteriormente, esta restrição foi removida.

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