O retrato da suruba nacional

O retrato da suruba nacional

O retrato da suruba nacional

Depois da lista de Fachin, que caiu como uma bomba sobre a política nacional, Temer se reúne com aliados como se nada tivesse acontecido.

Reunido com aliados no Palácio do Planalto, Michel Temer coloca em discussão a reforma da Previdência.

Como se nada tivesse acontecido.

Há pelo menos uma semana a política brasileira vive a hecatombe provocada pelas delações da Odebrecht. O próprio Michel Temer (que este colunista jamais tratou como presidente da República) aparece como organizador de uma reunião para acerto de R$ 40 milhões em propina para o PMDB, em 2010.

Temer admitiu ontem (15) que Dilma caiu porque o PT não quis livrar a cara de Eduardo Cunha no Conselho de Ética. Ora, admitiu que a presidenta da República foi demovida do cargo por não ter aceitado uma clara chantagem – e não por causa das pedaladas fiscais ou crime de responsabilidade.

O autor da expressão “suruba institucional” também estava reunido com o Temer. Romero Jucá, aquele mesmo que apresentou MPs redigidas e editadas pela Odebrecht.

E o povo assiste a esta suruba nacional. Inerte. Compõe-se assim a crônica da idiotização do brasileiro.

Pornografia é só um detalhe das relações entre estes golpistas e o país que permanece em suas mãos.

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