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Repercussão

Dilma colocou Graça Foster para investigar propinas ao PMDB

Dilma colocou Graça Foster para investigar propinas ao PMDB
Dilma colocou Graça Foster para investigar propinas ao PMDB
Marcelo Odebrecht diz ter alertado o então vice-presidente Michel Temer sobre os questionamentos de Graça Foster sobre que políticos do PMDB recebiam propina da empreiteira.

Quando Michel Temer ainda era vice-presidente, recebeu um recado do empresário Marcelo Odebrecht, alertando-o que a então presidente da Petrobras, Graça Foster, o havia questionado sobre quais políticos do PMDB haviam recebido dinheiro da construtora.

“Marcelo me pediu que transmitisse de alguma maneira ao então vice-presidente Michel Temer que ele tinha tido um encontro com Graça Foster e, por sua vez, tinha perguntado a ele quais pessoas do PMDB que ele, Marcelo, tinha ajudado pela Odebrecht”, afirmou Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, em depoimento à Procuradoria Geral da República, no âmbito das investigações da Operação Lava-Jato. Melo Filho diz que obedeceu a ordem do empresário entrando em contato com Moreira Franco, que à época comandava a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).

Tempos depois, recebeu telefonema de Moreira Franco pedindo reunião pessoalmente com Melo Filho, da qual também participaria o então vice-presidente.

“Tempos depois, o sr. Wellington Moreira Franco me ligou, perguntou se eu poderia ir ao encontro dele e do vice-presidente Temer. Na reunião, ele disse: Cláudio, eu já transmiti a mensagem, mas você poderia por favor repetir?”, diz Melo Filho, que novamente repassou o alerta de Marcelo. “Temer não esboçou nenhuma intranquilidade, agradeceu, e pediu que eu agradecesse a Marcelo, que ele ia verificar as razões”.

Fonte: Valor Econômico


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  • Correu, ao tempo do escandaloso impeachment, que o movimento antidemocrático decorreu do apoio da Presidenta Dilma – que não recebeu propina de ninguém, diga-se – às investigações da PGR sobre a corrupção do Congresso. Parece que as coisas se confirmam. Penso que todos têm que ser investigados, mas de maneira ordenada, de modo que os tubarões o sejam em primeiro lugar e com as devidas ressalvas de que se trata de delação, que sem provas não vale nada.
    Há que se coibir também a destruição das empresas investigadas e a lavagem de dinheiro que a Lava a jato permite ao estabelecer multas e chancelar como probos o delator e o dinheiro da corrupção que lhe restar.

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