1991: João Doria foi obrigado a devolver dinheiro desviado da Embratur

1991: João Doria foi obrigado a devolver dinheiro desviado da Embratur

1991: João Doria foi obrigado a devolver dinheiro desviado da Embratur

Em 1991, João Doria e toda a diretoria da Embratur (1987-1988) foram obrigados a devolver na época Cz$ 6,5 milhões por desvio de verbas.

Em 21 de fevereiro de 1991, o jornalista Cleber Praxedes publicou no Jornal do Brasil uma matéria sobre desvio na Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). No centro das acusações estava João Doria Jr, que havia sido presidente da autarquia especial do Ministério do Turismo.

Nossa Política reproduz abaixo texto da matéria publicada pelo Jornal do Brasil:

Ex-diretoria da Embratur terá que devolver Cz$ 6,5 milhões

Cleber Praxedes

BRASÍLIA – O ex-presidente da Embratur, João Dória Júnior, e toda a ex-diretoria da empresa durante sua gesto foram intimados ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a recolherem 305 cofres públicos 6 milhões 5.6.9 mil cruzados, atualizado em valor de hoje, desviados irregularmente no período de 1987 a 1988. Doria, além disso, será ouvido pelo tribunal por outra irregularidade: em 1988 conseguiu financiamento externo junto á Comunidade Econômica Europeia (CEE) não contabilizado empresa e administrado por pessoas ligadas diretamente a ele, inclusive, parentes.

 Pela inspeção extraordinária realizada pelos técnicos do TCU, este empréstimo conseguido junto a CEE, segundo informou um assessor da presidência do TCU, parece ter sido utilizado corno caixa dois. “Como não foi contabilizado. o financiamento dá muita margem a desvios”, explicou o assessor.

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Desvios – Ao realizar a inspeção extraordinária na Embratur, os técnicos levantaram outras três irregularidades praticadas pela diretoria da empresa em 1987 e 1988. O ex-presidente João Doria Junior junto com os diretores Antônio Eduardo Colturato, José Eduardo Medeiros Vaz e James Membribes Rúbio cometeram várias irregularidades em 1987; na contratação de mão-de-obra indireta, nas campanhas promocionais, no contrato da empresa com a Procon Informática Ltda., (fornecimento de equipamentos), além de mordomias custeadas por entidades privadas. Com essas irregularidades, a diretoria desviou Cz$ 3 milhões e 736 mil, verba que terá que ser ressarcida à União.

A outra irregularidade foi praticada, segundo o TCU, somente pela ex-presidente João Doria, na contratação da empresa Foco — Feiras, Exposições e Congressos Ltda. Esse contrato de exposição e congressos foi feito sem qualquer controle da verba aplicada. Por esse contrato irregular, Doria terá que devolver aos cofres públicos Cz$ 2 milhões e 954 mil, utilizados em 1988.

Também o ex-diretor e presidente da empresa Ricardo Mesquita foi apontado como responsável sozinho por outra irregularidade. Ele liberou, sem qualquer explicação o acordo judicial que a Embratur tinha com a Foco, apesar do litígio existente na época. Com a liberação do acordo, a Embratur perdeu Cz$ 79 mil que terão que ser devolvidos à União, conforme determinação do TCU.

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