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Golpe atira o BNDES no fundo do poço

Golpe atira o BNDES no fundo do poço
Golpe atira o BNDES no fundo do poço – Foto: Reprodução
O desempenho do BNDES é o pior em 22 anos. O recuo é o maior já visto na série histórica do desempenho da instituição, que inicia em 1995.

Saiu no Estadão e Valor:


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desembolsou R$ 88,3 bilhões para projetos de investimento em 2016, um recuo nominal (sem descontar a inflação) de 35% em relação ao ano anterior, quando os desembolsos atingiram R$ 135,9 bilhões. O recuo é o maior já visto na série histórica do desempenho da instituição, que inicia em 1995 e traz comparações anuais desde 1996. Antes disso, a queda mais intensa havia sido registrada em 2015, quando as liberações do banco de fomento cederam 28% em termos nominais (sem descontar a inflação).

Em volume, os R$ 88,3 bilhões desembolsados pelo BNDES no ano passado representam o menor montante desde 2007, quando a instituição liberou R$ 64,8 bilhões. Antes disso, a última vez que o banco de fomento registrou desembolsos abaixo de R$ 100 bilhões foi em 2008 (R$90,9 bilhões).

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Os números do desempenho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no ano passado, divulgados ontem, refletiram, mais uma vez, a situação de crise econômica do país depois de dois anos de recessão. Em porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), os desembolsos do BNDES chegaram ao menor nível em 20 anos em 2016. O banco emprestou R$ 88,2 bilhões no ano passado, valor que representa cerca de 1,4% do PIB (considerando o valor de PIB usado pelo Banco Central para calcular as estatísticas fiscais). Antes de 2016, a menor participação foi registrada em 1996, quando os desembolsos representaram em valores da época, 1,1% do PIB, segundo dados da própria instituição.

Ao comentar o desempenho do banco, o economista Fábio Giambiagi, superintendente da área de planejamento e pesquisa da instituição, disse que o retorno ao patamar de desembolso de R$ 100 bilhões não está em perspectiva imediatamente. “Não trabalhamos com perspectiva de R$ 100 bilhões este ano. Não seria realista.” Em 2015, os desembolsos do banco somaram R$ 135,9 bilhões a valores constantes, corrigidos pela inflação. O pico de desembolsos foi em 2010, com R$ 246,3 bilhões ainda a valores constantes.

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