Testemunha: História do tríplex é recheada de “boatos”

Testemunha: História do tríplex é recheada de “boatos”

Testemunha: História do tríplex é recheada de “boatos” – Foto: Reprodução

Rosivaine Soares admitiu a Sergio Moro que só ouviu “boatos” de que a unidade pertenceria ao ex-presidente Lula, mas não possui qualquer documento que comprove isso.

Saiu no GGN:


Testemunha admite que Lava Jato usou “boatos” contra Lula no caso tríplex

Uma testemunha do caso triplex que acompanhou diariamente a reforma do apartamento no Guarujá, que está em nome da OAS, admitiu perante o juiz Sergio Moro que só ouviu “boatos” de que a unidade pertenceria ao ex-presidente Lula, mas não possui qualquer documento que comprove isso.

Esses boatos, segundo a testemunha, vinham sempre de funcionários da limpeza e da zeladoria do condomínio, além de comerciantes do entorno do Solaris, disse Rosivaine Soares, ex-funcionária da Tallento. A empresa foi contratada para fazer uma reforma no triplex que a Lava Jato diz ter sido entregue a Lula como uma forma de pagamento de propina.

Rosivaine admitiu que recebeu o projeto de reforma da OAS e nunca ouviu de nenhum funcionário da empreiteira, ou de qualquer superior seu na Tallento, que a unidade seria do ex-presidente Lula. Mas diante de Moro, ela disse “acreditar” que o apartamento tinha “vínculos” com o ex-presidente, sem que ela pudesse especificar se ele era um cliente em potencial ou proprietário de fato.

A partir dos 23 minutos do vídeo abaixo, a testemunha diz ao advogado de Lula, Cristiano Zanin, que ele está certo em dizer que as afirmativas sobre Lula ser dono do triplex não passam de “boatos da vizinhança”.

Em uma oitiva polêmica, também na semana passada, o ex-zelador do Solaris, Afonso Pinheiro, também admitiu que não possui provas documentais de que Lula seja o dono do triplex. Além disso, ele afirmou que os boatos começaram dentro do Condomínio após visitas da família do ex-presidente ao local. Segundo Pinheiro, as corretoras ajudavam a espalhar esse boato para alavancar as vendas de imóveis no local.

Rosivaine disse ainda que acompanhou a visita que Marisa Letícia, ex-primeira-dama, fez ao apartamento com um de seus filhos. Na ocasião, de acordo com a testemunha, dona Marisa ouviu detalhes sobre o que havia sido executado no decorrer das obras.

O juiz Sergio Moro perguntou à testemunha se Marisa demonstrou ter ficado satisfeita com a reforma. “Eu não sei afirmar, Excelência, o que foi dito com detalhes. Mas foi apresentado o que foi feito. Isso foi vistoriado pelos dois [Marisa e Fábio Luis Lula da Silva].”



1 Comentário

  • O empresário Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da empreiteira OAS condenado a 16 anos de prisão na Operação Lava Jato, decidiu fazer um acordo de delação premiada, segundo a Folha apurou junto a profissionais e investigadores que acompanham as negociações. Pinheiro deve relatar casos envolvendo o ex-presidente Lula, como as reformas do apartamento tríplex no Guarujá (SP) e do sítio de Atibaia (SP), e pagamentos de suborno que teriam sido feitos pela Odebrecht e para parlamentares que defendiam interesses da OAS.
    Nos esboços das declarações, Pinheiro deve dizer que a empresa preparou o apartamento do Guarujá para Marisa, mulher de Lula, e que, posteriormente, ela não quis ficar com o imóvel. Ele confirmará que a OAS bancou parte das reformas no sítio –a Folha revelou que a obra foi tocada por uma espécie de consórcio informal de amigos de Lula, formado por OAS, Odebrecht e a Usina São Fernando, do pecuarista José Carlos Bumlai.

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