Blog do Mailson Ramos

Temer: O homem das cartinhas

Temer: O homem das cartinhas

Temer: O homem das cartinhas – Foto: Reprodução

A primeira grande carta de Temer, divulgada quando ainda era vice de Dilma, mostrou o seu frágil caráter; a segunda direcionada a PGR mostra que Temer é um covarde.

Vice decorativo. Assim Michel Temer ficou conhecido quando resolveu enviar à presidenta Dilma uma carta para “cortar relações”. Dizendo-se rechaçado pela petista, o vice contou que foi um mero coadjuvante nas decisões do governo.

Aquela carta era a desculpa mais esfarrapada que Temer encontrou para garantir o desembarque do PMDB do governo Dilma e para rachar com a presidenta, de olho no impeachment que poderia lhe levar ao Planalto.

Agora, diante da delação de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, e das bombásticas revelações que colocam o governo golpista no centro da ladroagem, Temer mais uma vez decidiu optar por uma carta.

Enviou uma carta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo celeridade na homologação das delações e contestando a legitimidade das informações por causa dos vazamentos.

Temer fez questão de demonstrar a Janot aquilo que ele considera como medidas de salvação da economia para conter a crise: a PEC 55 e a apresentação da reforma da Previdência; afirmou também que as delações não podem paralisar o governo.

Para quem não se lembra os golpistas, alvissareiros com a iminente queda de Dilma, deixaram o governo naufragar quando deveriam votar projetos na Câmara e no Senado. Qualquer operação da Lava Jato – e foram mais de vinte ao longo do governo Dilma – era motivo para a então oposição travar o governo.

Os apelos de Dilma e dos governistas não logravam resultados. Ela caiu diante de um impeachment sem crime de responsabilidade. Mas de modo algum se valeu de artifício como este utilizado por Temer agora para amainar uma crise que é de moral.

O presidente golpista se vale de cartinhas para governar. É o típico político sem entranha: corrupto e covarde!

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