2016: A mídia compactuou com mais um golpe

2016: A mídia compactuou com mais um golpe

2016: A mídia compactuou com mais um golpe – Foto: Nossa Política

Como em 1964, a mídia compactou com o golpe. Não teria o mesmo logro as forças conservadoras que apearam Dilma do poder.

A grande mídia utilizou-se de todos os mecanismos para referendar a queda de Dilma Rousseff e a ascensão do governo de Michel Temer com tudo aquilo que de mais reacionário e conservador existe na política brasileira.

Como segunda autoridade na linha sucessória de Dilma, Temer acabou assumindo a responsabilidade de aceitar o que lhe impunham as forças conservadoras e os poderes hegemônicos que se escondem sob a face do capitalismo selvagem, os magarefes do neoliberalismo.

A primeira tarefa da grande mídia foi vender a ideia de que sem Dilma a economia voltaria a crescer e os investimentos, consequentemente, aumentariam. A revista IstoÉ, que dedicou matérias e mais matérias contra a petista, lançaria a empreitada em abril de 2016, às vésperas da votação do impeachment na Câmara:

O fôlego da economia depende essencialmente da confiança da sociedade. Quando as pessoas deixam de acreditar em um governo, elas adiam investimentos, cancelam projetos e mergulham em um estado de paralisia difícil de reverter. Se este governo está às voltas com escândalos de corrupção, é ainda mais complexo sair do fundo poço.

2016: A mídia compactuou com mais um golpe

A Jovem Pan, aquela rádio que deu uma insuspeita guinada à direita, também referendaria o rompimento com o governo e a queda de Dilma como forma de antecipar a retomada do crescimento.

Uma ruptura do governo que leve à saída de Dilma Rousseff da presidência pode antecipar para 2017, segundo analistas, a retomada da economia, prevista para ter início em 2018.

O que se vê após mais de seis meses de governo é que Michel Temer e Henrique Meirelles aprovaram medidas amargas, mas não fizeram a economia ao menos entrar nos trilhos. Diante dos escândalos de corrupção, o silêncio midiático impera. É ou não é a mídia a artífice do golpe?

Com a queda de Dilma e a necessidade da aprovação de medidas impopulares, o governo precisou mais uma vez da mídia, mas desta feita não sem a contrapartida. A Folha de S.Paulo/Uol teve aumento de 78% da verba publicitária; a jornalista Laura Carvalho, da Folha, publicaria um artigo sobre a necessidade do governo de aumentar os gastos com publicidade devido à crise.

2016: A mídia compactuou com mais um golpe

A queda de Temer, entretanto, já começa a ser discutida na grande mídia, mesmo com tantos afagos financeiros. Parece que a mídia começa a nutrir novos sonhos com uma possível administração tucana. Não nos surpreendamos com o golpe dentro do golpe, mais uma variável da expertise dos nossos veículos de comunicação para manter o poder e a dominação.

2 Comentários

  • Ainda assim está melhor do que Dilma. Quem votou na chapa deles está feliz. Pois um dependeu do outro pra ganhar, além dos roubos e da maior fraude eleitoral — veja os marketeiros presos.

    Você não vê ninguém do Brasil se mobilizando pra tirar o Temer, como foi com a Dilma. Hoje existe internet, não dá mais pra usar o termo mídia golpista como responsável pelos maiores movimentos da história. Aceitem a derrota, aceitem que a quadrilha bolivariana cubana foi presa, com exceção dos cabeças.

    Esse tipo de texto falando que tal jornal publicou uma matéria tal e eh responsável pela “derrota” não convence mais ninguém a não ser os religiosos petistas.

  • Sabrina, em que país você vive, a gente não ve manifestações, pois a PM, para a ELITE, com camisa da seleção, da flores, já para a esquerda, da BORRACHADA, concordo com você, não da mais PARA CHAMAR A MÍDIA DE GOLPISTA, e melhor chamarmos os MIDIÓTAS, TELEGUIADOS IGUAIS A VOÇÊ DE BURROS, os coxinhas supostos RICOS, vem sempre com a mesma ladainha, BOLIVARIANA E CUBANA. Meus pêsames. e INFELIZ ANO NOVO COM ESSE TEU GOVERNO DE MERDA.

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