Cristina Kirchner se diz perseguida por ser opositora

 

Cristina Kirchner se diz perseguida por ser opositora

Cristina Kirchner se diz perseguida por ser opositora – Foto: Reprodução

“Associação ilícita foi a figura penal criada por governos de facto utilizada por todas as ditaduras para perseguir dirigentes opositores”, disse Kirchner no Twitter.

Saiu no El País:


Cristina Kirchner insinua que a Justiça a persegue por ser opositora

A ex-presidenta argentina Cristina Kirchner lançou acusações contra o juiz que a processou. Com duras palavras nas redes sociais, Kirchner disse que o processo contra ela, iniciado por suposta associação ilícita com o objetivo de desviar contratos de obras públicas para uma firma de um empresário vinculado ao kirchnerismo, é na verdade uma perseguição política.

“Associação ilícita foi a figura penal criada por governos de facto utilizada por todas as ditaduras para perseguir dirigentes opositores”, escreveu a ex-mandatária em sua conta do Twitter, criticando duramente o juiz Julián Ercolini, que a processou. A decisão do magistrado implica que ele considerou suficientes os argumentos dos promotores para julgar a ex-presidenta por corrupção.

O processo não é uma boa notícia para Kirchner: o juiz pode proibi-la de sair da Argentina e até mesmo decretar sua prisão preventiva, decisão que, se for tomada, teria um alto impacto político.

Ercolini também determinou um embargo de 666 milhões de dólares (2,1 bilhões de reais) contra a ex-mandatária. A quantia não sairá das contas bancarias de Kirchner, com uma fortuna declarada de 5 milhões de dólares (16,5 milhões de reais), mas dá uma ideia da dimensão do dinheiro envolvido na investigação. A reação de Kirchner foi imediata.

“Agora diz que nossos governos constitucionais são associações ilícitas. Processará também os 46% e os 54% [dos eleitores] que votaram em nós em 2007 e 2011?”, indagou na rede social, onde tem 4,7 milhões de seguidores. Mas a ex-presidenta não foi a única a reagir, sobretudo porque não foi a única processada.

 A lista também inclui o ex-ministro de Planejamento Julio De Vido; Lázaro Báez, dono da empresa investigada e preso por suposta lavagem de dinheiro; e José López, ex-secretário de Obras Públicas, detido desde junho, quando a polícia o encontrou jogando sacolas cheias de dólares para o interior de um convento.

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