De malas prontas, Youssef estimulava presos a delatarem

De malas prontas, Youssef incentivava presos a delatarem

De malas prontas, Youssef estimulava presos a delatarem – Foto: Reprodução

De malas prontas, o doleiro Alberto Youssef estimulava presos da Lava Jato a fazer delação. Teria ele cumprido um papel diferente do caso do Banestado?

Saiu na Folha:


De saída da cadeia, Youssef estimulava presos da Lava Jato a fazer delação

Nesta quinta (17), depois de dois anos e quatro meses preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o doleiro Alberto Youssef irá para casa. Detido na primeira fase da Lava Jato, em 2014, ele foi o terceiro réu a firmar acordo de delação premiada.

Youssef era um dos principais operadores do esquema e o responsável por lavar o dinheiro que saía ilicitamente dos cofres da Petrobras. Era também responsável pelo repasse de propina aos envolvidos nos desvios.

A revelação do esquema de corrupção e de nomes omitidos por outros delatores, como o do ex-deputado Eduardo Cunha, hoje preso, renderam ao doleiro um dos acordos mais vantajosos da operação, na avaliação de advogados e procuradores.

Após três anos de prisão, Youssef progrediria para o regime aberto. Em 2015, a pena, reduzida para dois anos e oito meses devido à “efetividade”, teve bônus. Ele ganhou permissão para cumprir os últimos quatro meses em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica.

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Conselheiro

Um ex-colega de cela relatou que Youssef, por ser o mais antigo, tem papel de conselheiro para outros presos. Consultado, sempre diz que a saída é colaborar. Agentes da PF relataram à Folha que quando havia interesse de alguém colaborar, a pessoa era colocada na mesma cela do doleiro. Oficialmente, a PF nega o fato.

Outro caso mostra que os conhecimentos de Youssef iam além. Numa acareação com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa na CPI da estatal, em 2015, ele falou que um novo colaborador esclareceria a divergência entre as versões dele e de Costa sobre Antônio Palocci, hoje preso.

Costa dizia ter recebido um pedido, via Youssef, em nome de Palocci para doar R$ 2 milhões para a campanha de Dilma Rousseff, em 2010.

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