Temer está entre Calero, Geddel e a espada

Temer está entre Calero, Geddel e a espada

Temer está entre Calero, Geddel e a espada – Foto: Renato Aroeira

Michel Temer não demitiu Geddel. Não cedeu aos apelos populares pela defenestração do ministro. Por isso está entre Geddel e a espada.

Um presidente sem sangue. Ou melhor, um presidente usurpador que deixou pelo caminho rastro de malfeitos capazes de comprometer o futuro do governo e do país. Este seria o único motivo plausível para explicar a proteção de Temer a Geddel.

Geddel, a cada dia mais comprometido pela polêmica com o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, se tornou uma pedra no sapato de Temer. Mesmo com todos os esforços da base governista, dos presidentes da Câmara e do Senado, e do próprio Temer para livrar a barra do ministro, as revelações que se seguem põem mais lenha na fogueira.

É que, pela primeira vez, o ex-ministro colocou o presidente como “protetor de Geddel”; ou seja, Temer, além de apoiar, também ajudou o ministro a pressionar Calero. Toda esta rede de proteção não se explica senão pelo fato de que Geddel foi um dos principais articuladores do golpe. E teve contato com as suas putrefatas entranhas.

Acontece que, entre Calero, Geddel e a espada, Temer preferiu ficar com o ministro da Secretaria de Governo, sem medo de que a espada provoque desgastes tais ameaçadores aos seu combalido mandato.

A crise com Geddel talvez seja apenas a antecipação do furacão que vem por aí. A delação da Odebrecht pode encontrar uma chama mínima e acrescentar lenha para provocar um incêndio de proporções catastróficas. É a espada.

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