Análise: A eleição de Donald Trump

Análise: A eleição de Donald Trump

Análise: A eleição de Donald Trump – Foto: NP

A eleição do magnata Donald Trump à presidência dos Estados Unidos traz elementos interessantes: um deles é a relação de Trump com Putin.

Donald Trump é o novo presidente dos Estados Unidos da América. Verborrágico, xenófobo, homofóbico, autor da proposta que visa construir um muro entre os EUA e o México, Trump não pode ser classificado como uma incógnita: tudo aquilo que é e representa já foi mostrado – de forma espalhafatosa pela mídia ou por suas próprias revelações.

Uma das principais propostas do Partido Republicano é o protecionismo ao comércio americano. Isso significa que acordos econômicos serão revistos. Trump promete que vai combater o terrorismo; para isso, fortalecerá os investimentos nas Forças Armadas e apoia técnicas de tortura contra inimigos.

Disposto a regulamentar as religiões, o magnata chegou a propor que todos os muçulmanos fossem registrados e que fossem criadas normas para dificultar a entrada deles no país.

Trump deverá restringir o programa de saúde pública, criado pelo presidente Barack Obama e conhecido como Obamacare deve sofrer mudanças drásticas no próximo mandato.

Durante as eleições, a mídia brasileira, também sediada nas grandes cidades americanas, encontrou brasileiros que votariam em Trump. Muitos deles chegaram como simples imigrantes, acreditando no “sonho americano” e lá construíram as suas vidas.

Talvez sejam eles as primeiras vítimas de Trump. Por outro lado fracassou a grande imprensa americana, os institutos de pesquisas a ela ligados e Wall Street. Trump não é um político, não tem relações profundas com o Partido Republicano, não tem a influência de Hillary Clinton. Mas foi eleito. Sabe lá o que espera o mundo com a eleição de alguém que diz:

“Quando o México manda seu povo [aos EUA], mandam pessoas que têm um monte de problemas e trazem estes problemas para nós. Eles trazem as drogas, trazem o crime, são estupradores. E alguns deles, eu confesso, são boas pessoas”.

Não há como comparar o Trump ao Temer. O presidente americano ao menos é legítimo.

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