Santayana: o PT, o Facebook, e as mortes de Lula e de Dilma

Santayana: o PT, o Facebook, e as mortes de Lula e de Dilma

Santayana: o PT, o Facebook, e as mortes de Lula e de Dilma – Crédito: Reprodução/Facebook

Mauro Santayana alerta para a inércia das defesas do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma diante das ofensivas nas páginas do Facebook representadas pelas mortes dos petistas.

O Instituto Lula pediu ao Facebook que retire da rede a página em que centenas de usuários de direita e extrema direita pedem a morte do ex-presidente da República, na qual aparece também, em um comentário, a mórbida, macabra, montagem acima, mas nenhuma atitude foi tomada pela empresa até agora.

Como quase sempre ocorre do ponto de vista da comunicação, e de sua própria defesa, a assessoria de Lula errou estrategicamente e errou feio.

Páginas como essa, e a da comunidade MORTE À DILMA, que também está no ar, não devem ser eliminadas, até mesmo porque as mesmas ameaças continuarão a ser replicadas em outros lugares, ad aeternum.

É preciso que elas continuem acessíveis, para que possam ser imediatamente identificados – basta fazer um print – pelos advogados de Lula e da Presidente da República, os indivíduos que estão ameaçando sua vida e sua integridade física, para que sejam denunciados, um por um, e judicialmente interpelados, processados e responsabilizados pela justiça.

Se isso tivesse sido feito, desde o início, nos últimos anos, com base em uma atitude de tolerância zero – (ver O PT, O PSDB E A ARTE DE CEVAR OS URUBUS) – a cada ataque, insulto, calúnia recebidos, como fazem aliás outros homens públicos e partidos – nem Lula, nem Dilma nem o PT estariam na situação em que se encontram do ponto de vista da opinião pública.

Quem cala, consente.

Seja qual for sua situação ou posição ideológica, quem é injustamente citado ou ameaçado na internet precisa aprender que na rede a responsabilidade direta e primária é a individual, de quem está fazendo a ameaça ou publicando caluniando terceiros, mesmo que sites e portais, ou redes como o Facebook possam eventualmente também ser processados, mais tarde, por permitir esse tipo de ação ou iniciativa.